Descrição dos Ciclos de Vida da Organização
Versão do documento: 3.3, 06/07/2021
Objetivo
O ciclo de vida de um projeto é constituído de fases e atividades, que são definidas de acordo com o escopo, os recursos e a natureza (características) do projeto, visando oferecer maior controle gerencial.
A cada fase do ciclo de vida do projeto, são gerados produtos de trabalho necessários para o desenvolvimento das fases posteriores.
Essa organização em fases permite planejar o projeto, incluindo os marcos importantes para seu controle. Os marcos do projeto são os finais das fases pelas quais passa a iteração em questão. Seu planejamento é definido ao realizar-se o planejamento do projeto.
Aplicação
Esse procedimento é aplicado à Fábrica de Software da Basis Tecnologia e a todos os seus projetos de desenvolvimento de software.
Responsabilidades e Autoridades
As responsabilidades e autoridades estão descritas no item referente à descrição das atividades desempenhadas.
Ciclo de Vida
A BASIS define seu ciclo de vida padrão conforme descrito abaixo.
Iterativo-Incremental
A BASIS define que seu ciclo de vida padrão é o Iterativo-Incremental. Neste ciclo, a construção do produto ocorre em pequenos passos (iterações), que evoluem para o produto final. A abordagem prevê a organização em fases que possuem objetivos distintos. Em cada fase, são realizadas atividades em uma ordem sequencial. Para cada fase, ocorrerão tipicamente múltiplas iterações, e todas as fases podem ter iterações. O número de iterações pode variar, dependendo dos requisitos especiais do projeto.
Fases
As fases deste modelo de ciclo de vida são:
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Iniciação: Nessa fase, o fluxo começa com a chegada de uma solicitação de proposta técnica. Essa proposta é preparada e revisada, juntamente com o Documento de Visão. A partir desses documentos, é feita uma estimativa em pontos de função seguindo as normas e regras do IFPUG. A proposta técnica deve ser atualizada com os custos e pontos estimados, e um plano de execução deve ser criado. Por fim, a proposta técnica deve ser enviada.
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Planejamento: A fase de planejamento só é iniciada depois que a proposta técnica for aprovada pelo cliente. Uma vez aprovada, é solicitada a preparação de toda a infraestrutura e ambiente necessários para o projeto, para que em seguida seja gerado um Plano de Projeto no dentro do SGO. Esse produto passa por qualidade para que posteriormente seja coletada a aprovação do planejamento por toda a equipe.
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Iteração: A fase de Construção é dividida em algumas subfases: Requisitos (1), Arquitetura e Design (2), Codificação (3), Testes (4) e Liberação (5). Na subfase (1), começa-se especificando os requisitos. Pode-se também, caso contratado, elaborar protótipo, realizar engenharia reversa do produto ou realizar mapeamento de processos de negócio. Eventualmente, pode-se receber as especificações do cliente e a partir delas elaborar especificações internas ou revisar os requisitos submetidos de acordo com os padrões internos de qualidade. Os requisitos são registrados e validados, e, uma vez aprovados, é gerada uma baseline destes. Casos de teste tem sua elaboração iniciada e passa-se para a subfase (2). Nela, a arquitetura do projeto é elaborada e/ou revisada, para que em seguida seja validada pelo cliente. A subfase (3) inicia-se depois que a arquitetura é aprovada pelo cliente. Nela é feita a codificação e testes unitários sobre o código desenvolvido. Em casos em que se aplicar a integração contínua, esta deve verificar também a qualidade e cobertura do código-fonte bem como o deploy do sistema em ambientes de testes. Já na subfase (4) são feitos os testes funcionais sobre o sistema por uma equipe diferente da equipe de desenvolvimento, num ambiente similar ao que o software será implantado e homologado com o cliente. O objetivo é validar se os requisitos implementados refletem as especificações. A subfase (5) começa após a baseline de código. É preparado um plano de implantação, preparado o ambiente de homologação e disponibilizado o sistema para homologação. IMPORTANTE: todas as subfases inerentes à iteração poderão ser executadas CONCORRENTEMENTE, de acordo com o planejamento feito pelo gestor junto à equipe de desenvolvimento, e respeitando as dependências técnicas entre requisitos, seu design e sua implementação. A figura abaixo mostra as fases do ciclo de vida da BASIS e as subfases em "múltiplas instancias" dentro de uma mesma iteração. As instancias podem ser divididas com base nos requisitos, num conjunto de requisitos ou então considerando todo o escopo definido.
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Liberação: Nessa fase, realiza-se a liberação de uma versão do software ao cliente. A fase de liberação poderá ocorrer para cada iteração ou para um conjunto de iterações, de acordo com o planejamento em conjunto com o cliente.
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Encerramento: Nessa fase, emite-se o Termo de Recebimento (provisório ou definitivo), evidenciando o aceite do recebimento do sistema. Registram-se as lições aprendidas do projeto e em seguida é realizado o fechamento interno do projeto, com procedimentos como fechamentos de repositório e remoção de acessos.
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Monitoração e Controle: Esta fase acompanha todo o ciclo de vida do projeto após sua aprovação e tem como objetivo garantir a saúde do planejamento realizado. Caso haja desvios significativos, o gestor deverá tomar as ações cabíveis para que o projeto volte à normalidade, renegociando condições entre todos os interessados.
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Auditorias de Qualidade: As auditorias de qualidade deverão ocorrer também durante todo o ciclo de vida para garantir que os processos e procedimentos padrões da BASIS estão sendo seguidos.
Descrição detalhada das atividades de cada fase
O mapeamento das atividades do processo padrão de desenvolvimento, com as fases do modelo de ciclo de vida, está definido no fluxo do SGO.
Alteração nas fases
Uma ou mais fases relacionadas ao ciclo de vida do projeto podem não fazer parte do escopo da Proposta. Com isso, o percentual de esforço utilizado em cada uma delas deverá ser redistribuído. Estas informações deverão constar no planejamento do projeto. Isso significa que nem todos os projetos terão todas as fases do ciclo de vida, porque depende do escopo acordado na Proposta Técnica. Além disso, o Escopo da fase de Construção também varia de acordo com o definido na Proposta Técnica.
Caso o cliente defina entregáveis específicos, já com formato próprio, o gerente de projetos tem a prerrogativa de elaborá-los no padrão fornecido, não seguindo os padrões de especificação da BASIS. Essa adaptação poderá ocorrer para os artefatos de engenharia (documento de visão, especificações de requisitos, especificações técnicas, documento de arquitetura, MER, plano de implantação e quaisquer outros documentos de engenharia aplicáveis ao projeto)
Caso o cliente/contrato não obrigue a elaboração de documento de visão, este poderá ser abdicado pelo gerente de projetos
Os testes utilizados pelo projeto são especificados em casos de testes que podem ser as próprias EPEs pois são desenvolvidas para esse fim com cenários de validação.
As evidências de execução dos testes somente são necessárias caso não se utilize testes automatizados que já possuem os resultados dos testes executados.
| Os processos organizacionais não poderão conter adaptações. |
Histórico de Revisão
| Data | Versão | Autor | Revisor | Observação |
|---|---|---|---|---|
30/01/2015 |
1.0 |
Marcelle Misrky |
Miguel Negrelli |
Versão inicial |
21/05/2015 |
2.0 |
Marcelle Mirsky |
Miguel Negrelli |
Segunda versão para adequação às alterações do SCAMPI B |
08/07/2015 |
2.1 |
Marcelle Mirsky |
Miguel Negrelli |
Correção realizada para explicitar os marcos do projeto |
12/01/2018 |
3.0 |
Cédric Lamalle |
Miguel Negrelli |
Alteração para abordar novo ciclo de vida baseado em métodos ágeis |
17/08/2018 |
3.1 |
Cédric Lamalle |
Miguel Negrelli |
Ajustes nas adaptações possíveis do Processo |
18/10/2018 |
3.2 |
Jonathan Silva do Nascimento |
Guilherme Peres |
Revisão ortográfica do documento |
06/07/2021 |
3.3 |
Cédric Lamalle |
Wilson Carlos |
Revisão da definição de marcos |