Guia de Gerenciamento de Riscos
Versão do documento: 2.2, 24/04/2018
Introdução
Identificar riscos que têm sempre como premissa “verificar tudo aquilo que pode dar errado” na execução de uma atividade. Riscos são fatores que podem vir a constituir barreiras para a condução de um projeto, para a execução de alguma atividade ou mesmo imposições da organização sobre os projetos e atividades.
Classificação dos riscos
Os riscos identificados na Base de Riscos no SGO estão separados em duas categorias principais de acordo com o histórico de projetos da BASIS: Custo e Cronograma. Riscos categorizados como “custo” são todos aqueles que podem incorrer em desvios de custos para o projeto e consequentemente à margem de contribuição do mesmo para a empresa. Já riscos categorizados como “cronograma” são fatores que poderão ocasionar desvios de prazo no projeto, o que consequentemente afetará o faturamento dos projetos e balanço mensal da organização.
Parâmetros e priorização dos riscos
Além das categorias nos riscos devem ser acrescentados outros parâmetros: Probabilidade e Impacto.
A probabilidade define a possibilidade de um risco ocorrer. A probabilidade pode ter três valores possíveis: baixa, média e alta.
O impacto de um risco permite medir o tamanho do estrago que ele pode provocar dentro de um projeto. Aqui temos três possibilidades: Impacto no Custo, Impacto no Prazo e Impacto na Qualidade. Se impactar em um deles, o Impacto é 1. Se impactar em dois deles, o Impacto é 2. Se impactar nos três, o Impacto é 3.
A partir da probabilidade e do impacto deve ser calculada a prioridade do risco (probabilidade somada com impacto). O resultado desse cálculo pode ser visto na tabela abaixo:
| Probabilidade | ||||
|---|---|---|---|---|
Baixa (1) |
Média (2) |
Alta (3) |
||
Impacto |
Alto (3) |
Médio (4) |
Alto (5) |
Alto (6) |
Médio (2) |
Baixo (3) |
Médio (4) |
Alto (5) |
|
Baixo (1) |
Baixo (2) |
Baixo (3) |
Médio (4) |
|
-
Prioridade Baixa: 2 ou 3
-
Prioridade Média: 4
-
Prioridade Alta: 5 ou 6
Por exemplo, um risco de impacto alto com probabilidade média tem uma prioridade classificada como alta.
Com a prioridade calculada, os riscos podem ser priorizados. Riscos com prioridade 5 ou 6 devem ser monitorados e ações para mitigação e contingência devem ser tomadas.
Estratégias de gestão de riscos
A prioridade calculada vai nos permitir determinar quais ações devem ser tomadas para cada risco.
As ações a serem tomadas para cada valor da prioridade:
-
Alta:
Devem ser tratados, seja por mitigação ou resolução. Devem ser criadas ações de mitigação, e os riscos e ações devem ser supervisionados na periodicidade da monitoração do projeto (deve ser monitorado no mesmo momento).
-
Médio:
Deve ser analisada e decidida pelo gerente de projeto a estratégia mais adequada, entre mitigação e contingência. Caso seja decidido pela mitigação, uma ação deve ser criada para monitoração das mitigações;
-
Baixo:
Deve aceitar os riscos com esse valor de prioridade. Esses riscos não serão monitorados já que estão aceitos pela gerência.
Controle e tratamento de Riscos
Planejamento da gestão de risco
Inicialmente, deve-se instanciar os riscos inerentes ao projeto a partir da Base de Riscos registrados no SGO. As colunas Impacto e Probabilidade devem ser preenchidas para todos os Riscos listados. Riscos com prioridade Alta e Média devem ser mantidos em aberto, até que sejam tratados e não mais viáveis de ocorrência. Estes riscos deverão ser monitorados continuamente com as ações realizadas para sua mitigação e/ou contingência. Riscos de prioridade baixa podem ser fechados no momento de sua criação e não necessitarão de monitoração contínua.
Resolução de risco
Para resolver ou mitigar um risco, é possível:
-
Reduzir a probabilidade de acontecer o risco;
-
Diminuir o impacto do mesmo.
Dessa maneira, a prioridade pode ser reduzida. A Base de Riscos deve ser atualizada caso a probabilidade ou impacto mudem.
Monitoração de risco
A monitoração de riscos consiste em uma programação constante da atualização dos mesmos. A probabilidade e o impacto de um risco podem mudar no decorrer do tempo. Por exemplo, a probabilidade de um aumento de escopo pode reduzir à medida que o sistema está sendo desenvolvido.
A monitoração deve ser feita usando a Base de Risco criada a partir de ocorrências no SGO. A monitoração dos riscos será formalizada no relatório de monitoração elaborado periodicamente pelos gestores, juntamente com as ocorrências de mitigação ou contingência criadas. Caso necessário, a base de riscos poderá ser atualiza e a probabilidade e/ou impacto dos riscos poderão ser modificados se a ação de mitigação e/ou contingência tiver resultados positivos.
Gatilho para Mitigação dos Riscos
Gatilho para riscos é uma estratégia utilizada para orientar e melhorar o gerenciamento dos riscos dos projetos. Ele consiste na criação de um gatilho (trigger) para cada risco. Esse gatilho representa o possível momento em que a estratégia de mitigação deve ser acionada. Por exemplo: se o risco levantado é o servidor alcançar 100% de armazenamento, um gatilho interessante seria que, aos 80% do armazenamento, fosse lançanda a estratégia de mitigação (diminuir as chances do risco acontecer). Quando o gerente de projeto monitorar os riscos de seu projeto, ele deve atentar para se algum risco alcançou algum gatilho, e caso positivo, iniciar a estratégia de mitigação descrita para o risco.
Histórico de Revisões
| Data | Versão | Autor | Revisor | Observação |
|---|---|---|---|---|
08/05/2013 |
1.0 |
Cédric Lamalle |
Miguel Negrelli |
Versão inicial |
06/10/2014 |
2.0 |
Marcelle Mirsky |
Miguel Negrelli |
Revisão da política por conta de uma mudança na forma de gerenciamento dos riscos. |
22/05/2015 |
2.1 |
Marcelle Mirsky |
Miguel Negrelli |
Alterações de pequeno porte para ajustar ao processo executado |
24/04/2018 |
2.2 |
Cedric Lamalle |
Miguel Negrelli |
Alterações de pequeno porte para ajustar a forma de criação e monitoração dos riscos pelo SGO |